O jogo começou com um Fluminense disposto. Muita pegada, muita marcação e o time não pensando duas vezes em ir para cima da equipe da casa. O Náutico estava bastante desfalcado, mas também tinha um reforço de peso: A ausência de Radamés (só o fanfarrão do FH para dizer que era bom o Radamés não jogar, porque “daria trabalho”).
E o Tricolor abriu o marcador logo com 6 minutos. Conca brigou muito e sofreu falta na intermediária. Na cobrança, ele, uma das poucas bolas dentro da Diretoria, em termos de contratações: Washington. O coração valente - com certeza um dos maiores centroavantes do País - bateu por baixo, com maestria, no cantinho. Era um início perfeito.
Mas Liliput, anão do inferno que é, resolveu se inspirar em Dustin Hoffman justamente na hora em que cruzaram a bola no segundo pau. Ficou ali, plantado, inerte, tal qual o autista magistralmente interpretado pelo supracitado astro hollywoodiano em Rain Man, vendo um jogador adversário cabeçear para o meio da área, onde ele, Moon Ha, digo, Kuki, só escorou para as redes.
Em tempo: O jogador em questão, que serviu o eterno centroavante, era o Yao MIng? Alguém da estatura do nosso Washington? Nada disso. Ruy, o cabeção, tão anão quanto, é o nome da fera (Vale lembrar que Deus estava marcando Kuki. E Deus, como tem sido costume, falhou no lance).
Então nem tivemos a chance de ver o Timbu nervoso, se mandando pra cima do Tricolor, possibilitando que se explorassem contra-ataques. A tranquilidade que teríamos, não tivemos mais. E pioramos.
Aos 16 Cuca mexe no time que tinha entrado em campo sem Dodô e com Éverton - ao que tudo indica este jogador será utilizado no Flu à lá Jorge Henrique quando nosso treinador trabalhava em General Severiano -, colocando em campo Carlinhos no lugar de Tartá, que saiu de campo machucado. Neste momento o time da casa tinha mais a posse de bola.
Aos 21 minutos, Liliput consegue dar um passe de chapa, de 4 metros, rasteiro…No pé do adversário. Fui beber um copo d’água porque os stress tomou conta. Fui num pé, voltei no outro e deu para ver…O Náutico com a posse de bola. Ainda.
Aos 31 minutos Romeu vai na bola e o juiz dá falta. Na sequência do lance, Carlinhos demonstra todo seu descontrole ao xingar violentamente alguém da defesa, que não ficou claro quem poderia ser. E o Flu continuou com uma saída de bola ruim, parecendo mais confortável com a perspectiva de sair no contra-ataque. Nada contra, só precisa combinar com FH, para que este páre de bicar a bola para frente.
Com 34 minutos, mais um chutão/lançamento para Washington, que de maneira inteligente cavou uma falta ao lado da grande área. Carlinhos cobra que nem a…..dele.
Aos 36 minutos…RENATA E TALITA ENCOSTAM NO PLACAR!
***PAUSA***
A dupla brasileira não pegou medalha. Fiquei chateado por elas, claro, mas pior mesmo foi ter que ficar sem a imagem do jogo e ouvir o insuportável do Galvão Bueno.
***PAUSA***
Com 40 minutos Carlinhos parou, olhou, chupou o dedão, calculou a velocidade do vento e….Cruzou atrás de Júnior César. Bizarro.
Aos 44 Arouca, o abduzido, fez bem ao chutar de fora da área. Não ofereceu perigo, mas foi uma imagem diferente, só para variar.
Aos 45 Ruy, o cabeção, trisca de nuca uma alçada de bola na área, mas FH estava atento e conseguiu abafar o lance.
Aos 47 Conca teve falta para cobrar…Mas não deu em nada.
Fim da primeira etapa.
Começou o segundo tempo sem alterações nas duas equipes. E sem alteração no futebol de Arouca, errando passe logo aos 56 segundos. Tá batendo um bolão esse Arouca, que aos 3 minutos mais uma vez me chamou atenção: Faz uma falta feia em Ruy, o….Enfim, o Ruy. No meu governo seria caso de cartão.
Eram 4 minutos quando um lance tosco surge na tela, envolvendo Romeu e sei lá eu quem. Não entendi o lance, então não vou tentar explicar, mas quase que o nosso valoroso cabeça de área, votadíssimo na enquete ao lado, desloca uma meia dúzia de vértebras.
Conca deu o ar da graça aos 6 minutos, chutando de fora da área. Chute fraco, diga-se, mas ainda mais preferível do que os passes laterais e/ou errados que a todo momento surgiam. Um minuto depois Arouca serviu Liliput, que fez a sua jogada ensaiada de sempre: Cruzou no OITAVO PAU…Eis que Carlinhos, de costas para a área, girou e cruzou uma bola que ia certinha na cabeça de Washington, se Éverton não raspasse a cabeça nela antes.
Aos 10 minutos Arouca foi lançado por Conca, dentro da área e resolveu esperar a bola quicar do jeito certo. Sorte que o zagueiro do Náutico foi ainda mais atrapalhado e cedeu escanteio. Na cobrança a bola parou, de novo, nos pés de Arouca, na entrada da grande área. Esperto, o pseudo-craque resolveu abrir a bola, para não pegar ninguém saindo da área em impedimento…Pena que foi um passe forte demais, pela lateral, fazendo com que Washington não fosse capaz de evitar sua saída (Vendam logo o Arouca, enquanto ainda “tem mercado”, suplico).
E com 14 minutos, meu amigo…Ticão, de quem nunca ouvi falar, deixou Luiz Alberto sentado de bunda no chão, ficando na frente de Fernando Henrique, que, desta vez, só para variar um pouco, saiu bem do gol, fechou o ângulo e evitou o pior. No contra-ataque Éverton e Washington tabelaram, até que o centroavantaço-aço-aço, esticou a bola na medida para o chute forte do recém chegado atacante, obrigando o goleiro do Náutico a espalmar pela linha de fundo.
Escanteio cobrado e…Como posso chamar esse cara? Divino? Farol de Alexandria? Monolito Milagroso? Tótem Tricolor? Depois penso nisso, mas fato é que ele, infinitamente melhor do que qualquer um dos últimos dez centroavantes que vestiram nosso manto, escorou no canto, consciente, fazendo seu segundo gol na partida, o décimo no campeonato, vigésimo quinto no ano. Gigante.
Washington ainda sofreu pênalti claro aos 22 minutos do segundo tempo, não marcado pelo juiz.
Aos 23, momento Cirque du Soleil: Bola EM CIMA de FH, daquelas que Rogério Ceni e Marcos simplesmente defenderiam sem nenhum espalhafato, mas, ora bolas, não estamos falando nem de Ceni e nem de Marcos, se é que vocês me entendem.
Eis que o repórter de beira de campo avisa, aos 27 minutos, o jogador que entraria em seguida: Ygor. Tremi, óbvio, e me lembrei de um ditado que me disseram certa vez: “Copo de geléia você joga fora, porque senão, algum dia acaba usando”.
Foi quando Gravatinha entrou em ação. Acreditem, Conca sairia do time para a entrada do autêntico ovo de Alien deixado nas Laranjeiras por Renato, mas Éverton, provavalmente sem querer, sacrificou-se pela nação Tricolor e pediu para ser substituído.
Ainda assim Conca cedeu seu lugar para Maicon, dois minutos depois.
Com 32 minutos fiquei preocupado: O Flu recuado e o Náutico indo para cima. Precisava de um terceiro gol para me acalmar. Ou isso, ou sofrer que nem um cão até o fim da partida.
Sofre…
Sofre…
Sofre…
Aos 39 e meio, escanteio para o Timbu. Washington, que merece um daqueles quadros de funcionário do mês, afasta o perigo. Bola recolhida por Liliput, que arranca até a área do outro lado do campo, sofrendo falta perigosa. Boa jogada do anão.
Quem cobrou a falta?
Colosso?
Zeus?
César?
Dalai Lama?
Washington simplesmente matou a pau, colocando a bola na gaveta.
Golaço.
Parei de escrever ali.
E hoje, eu torço, muito, para a Portuguesa.
Abraços,
Mario Vitor
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