SITUAÇÃO DE THIAGO NEVES, HOJE (27/08)

August 27th, 2008 by Mario Vitor | Posted in Conteúdo | No Comments »

Caros,

A conversa telefônica terminou menos de dois minutos atrás.

Sobre a permanência de Thiago Neves, a posição do Fluminense é seca e direta: Fica.

Foi dito ainda que o Atlético de Madrid, hoje, está fora.

Também que nada virá mais da Inglaterra.

E para não comemorarmos antes da hora, o papo se encerrou com um pouco enigmático “Não sei o que vai acontecer nas próximas 24 horas, mas hoje não existe nada agendado, reunião alguma”.

Esta é a situação de agora e por “agora” quero dizer 20:58 do dia 27/08/2008.

Em tempo: Meu palpite é igual ao seu, ou seja, só acredito vendo.

Abraços,
Mario Vitor

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Dodô: Erros e acertos. E o aprendizado?

August 26th, 2008 by Thomaz Saboia | Posted in Conteúdo | No Comments »

POR THOMAZ SABOIA

Toda vez que uma contratação é anunciada, amigos tricolores mais fanáticos costumam trocar telefonemas para fazer suas próprias avaliações. É um dos momentos de maior excitação do tricolor fanático, afinal de contas, a qualidade dos reforços é um grande indicador das aspirações que o clube terá em dada temporada.

O caso Dodô não foi diferente e, apesar das avaliações diversas, dois aspectos foram quase unânimes: A qualidade técnica do atleta e seu mau comportamento extra-campo. Não que Dodô faça um estilo bad-boy, eufemismo para aquilo que, em épocas nas quais os padrões comportamentais eram muito mais rígidos, seria visto como coisa de marginal. Seu mau comportamento é diferente. Trata-se de um sujeito individualista, sem comprometimento com o grupo e o clube que defende. Ainda assim, inegavelmente talentoso.

O aspecto que mais me chamou a atenção, porém, não foi nenhum destes. Para dizer a verdade, não estou considerando nem mesmo o risco de perdê-lo por causa do julgamento da FIFA, dado que deveria sim entrar na equação. Eu sabia que Dodô teria sua importância e deixaria sua marca. As partidas contra Arsenal e Boca Juniors não deixam dúvidas quanto a isso. A questão fundamental era a utilidade da contratação: Para quem já tinha trazido Washington, para quê buscar outro centroavante caro? Apesar dos estilos diferentes, todos sabem que ambos são atacantes finalizadores, típicos camisa nove. A tal inconveniência para um time que deveria destinar tal recurso a outros setores, some-se a idade do atleta. O pacote era pesado demais. Não duvido nada que a explosão viria muito antes caso não estivéssemos disputando a Libertadores ou caso Dodô não tivesse sofrido a séria contusão no rosto que o deixou de molho por quase dois meses.

Isso tem sido uma característica marcante do Fluminense de alguns tempos para cá. Prioriza-se nomes e não se planeja o grupo pensando em setores, esquema tático, característica e idade do atleta etc. O resultado é que jamais conseguimos ficar com um elenco equilibrado, sem lacunas a preencher, apesar da grande disponibilidade de recursos postos à disposição de quem contrata.

Com a saída de Dodô, vem mais uma chance de aprendizado. Contudo, alguém acha que a lição será assimilada? Façam suas apostas. Eu já fiz a minha…..

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O MENTIROSO

August 24th, 2008 by Mario Vitor | Posted in Conteúdo | No Comments »

Acho que não falhei no lance, pois a bola estava quase fora da área. Não posso fazer nada. Sou goleiro e não zaguieiro. Tenho que defender o gol.

Comentário do blogueiro: Não basta ser frangueiro, não basta fazer média com a arquibancada, não basta falta de auto-crítica, nem ter jogado a camisa do clube no chão. Agora, além de tudo, é mentiroso. Ou isso, ou louco.

Mario Vitor

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CONTRATAR PRA QUÊ?

August 24th, 2008 by Mario Vitor | Posted in Conteúdo | No Comments »

O texto leva em seu título uma pergunta um tanto quanto óbvia.

Será?

Depende de quem lê.

Na minha opinião, por exemplo, contratação tem que sempre visar a melhora imediata de um determinado setor. Para quem contrata no Fluminense a pergunta parece ter outra resposta. As contratações, pelo menos aquelas mais caras, quase sempre carregam um viés, digamos assim, promocional.

O auge desta política se deu quando o Tricolor entrou em campo para enfrentar o Flamengo com Roger, Ramon, Edmundo e Romário. Estão lembrados? Foi uma estratégia burra, claro, já que no final das contas o dividendo obtido não passou daquele momento efêmero, fugaz, de boné na cabeça e pose para foto com a camisa. Foi ruim para o patrocinador e ruim para o clube.

Mas foi ruim mesmo para a empresa que patrocina o Flu? Sim, foi.

O patrocinador interessado em retorno, seja ele financeiro ou institucional, planeja, prevê, estabelece caminhos e saídas para eventuais contratempos, sempre mirando na sua própria imagem, preocupado se uma determinada estratégia vai trazer vantagens ou prejuízos a curto/médio e longo prazos.

Uma empresa que patrocina uma equipe da segunda divisão, por exemplo, pode estabelecer como meta subir para a primeira. Outro patrocinador pode ainda determinar como objetivo o não rebaixamento da agremiação que leva seu nome na camisa. Tudo depende, portanto, do objetivo que move o patrocinador e o patrocinado a estabelecerem uma relação. Esta união, claro, pressupõe concordância entre os desejos de ambas as partes.

Quando a equipe - neste caso específico - é um clube grande de futebol, com uma torcida que extrapola a casa dos milhões, entende-se que o resultado deve visar a vitória, a conquista esportiva, para que esta respingue na imagem da empresa como sendo aquela que favoreceu condições para que o sucesso fosse obtido, ganhando assim a simpatia e fidelidade dos torcedores desta equipe, bem como reconhecimento geral da socidade de que se trata de uma marca forte, bem sucedida.

Igualzinho a um determinado clube que conhecemos, não é mesmo?

Este ano o nosso parceiro errou novamente, insistindo em 3 atacantes caros quando a economia que se poderia ter feito em cima de um desses nomes possibilitaria investimento em outras carências do time, tão alardeadas desde o meio de 2007, como o goleiro, a lateral esquerda e a cabeça de área.

Mas o erro capital foi cometido em nome da badalação, da visão curta, do objetivo menor.

Nem dou o benefício da natureza mercantilista que o patrocinador possa ter, porque não faltam exemplos em que parceiros não são passionais e aceitam minimamente o organograma da instituição na qual investem. Ou isso, ou competência para escolher alvos no mercado de jogadores, ainda que seja uma relação de puro e simples uso da oportunidade para colocar um jogador no time e depois revendê-lo, uma prática cada vez mais comum hoje em dia.

Mesmo assim, sempre existe espaço para escolher bem, baseado em referências inteligentes, estas sempre mais interessantes do que as imediatistas.

Aqui ao lado, em São Paulo, a Traffic, parceira do Palmeiras, já acertou com os ótimos Marquinhos e Keirisson, de Vitória e Coritiba, respectivamente. São contratações excepcionais do ponto de vista estratégico, já que se encaixam em todos os pré-requisitos desejados por investidores e parceiros: Jogadores jovens, promissores e portanto com alto índice de liquidez no mercado.

São inúmeras as adoções de medidas que podem e devem ser feitas pelo Tricolor afim de minimizar a dependência a este tipo de situação. O aumento do leque de receitas, atráves da criação de novas fontes e melhoramento das já existentes, dentre outras, passam pela adoção de meios profissionais de gestão, bem diferentes daqueles vigentes hoje em dia.

E aí chegamos no dilema à lá Tostines: A Unimed é culpada por fazer o que faz, ou o Fluminense é culpado por permitir?

Abraços,
Mario Vitor

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RESENHA - TRICOLOR 1 X 1 SPORT

August 23rd, 2008 by Mario Vitor | Posted in Conteúdo | No Comments »

O Flusão entrou em campo, buscando sua terceira vitória seguida, com uma mudança em relação ao último jogo: Dodô como titular, no lugar de Tartá.

Comecei a partida preocupado em prestar atenção nas atuações de Arouca e Júnior César, doido para poder escrever algum elogio que fosse, para dar razão a eles quando dizem que o posicionamento está ruim e patatí-patatá.

Com 10 minutos de jogo,  ainda nada de muito importante para colocar. Joguinho chinfrim pra diabo e as mesmas figuras de sempre errando passe. Aos 12, por exemplo, Arouca estava com a bola dominada no meio de campo, levantou a cabeça, olhou para frente e lançou certinho…No peito do zagueiro do Sport.

Com 15 minutos o Flu continuava errando muitos passes e, como existe um time do outro lado, um destes erros quase causou a primeira alteração no placar: Sidny chutou forte de fora da área, no alto e FH conseguiu espalmar (espalmou para frente, claro, porque é fraco, mas nem vou chamar atenção para este detalhe, senão vão dizer que pego no pé do rapaz).

Aos 17, a jogada mais bem ensaiada do Tricolor: Washington para Dodô, que invadiu a área acossado por um defensor e mesmo assim conseguiu concluir, só que sem força, possibilitando a defesa do goleiro Magrão.

Eis que com 24, infelizmente, este blogueiro se encheu de razão: Bola enfiada para Sidny, nas costas do -  limitado, baixo, horroroso nos cruzamentos e já não tão bem fisicamente - Liliput, pelo lado esquerdo da defesa tricolor, direito do ataque rubro-negro. Bola muito mal enfiada, que fique claro, fazendo com que o jogador do time nordestino até retardasse um pouco a passada, no momento que Fernando Henrique iniciou a saída do gol.

Mas FH, como sempre, parou. Digo, fez que foi, mas acabou não indo.

***PAUSA***

FH, como já disse inúmeras vezes, deve evitar andar por vias como as avenidas Rio Branco, Presidente Vargas, ou mesmo aquela das Américas. Qualquer uma dessas largas, cujas travessias exijam atenção do pedestre. Porque corre risco de virar patê.

***PAUSA***

Voltando ao lance, nosso goleireco ficou em dúvida, foi, parou, voltou e, guess what, quando Sidny levantou a cabeça nosso arqueiro não estava nem perto dele, tampouco do gol. Serei mais claro, para que não restem dúvidas: Fernando Henrique saiu e parou no meio do caminho, posicionando-se na linha da pequena área, não oferecendo nenhum desconforto para Sidny fazer seu cruzamento, muito pelo contrário. Roger cabeceou para o gol vazio.

Com 33 minutos Tartá entrou no lugar de Maurício. E neste mesmo minuto o Tricolor escapou de tomar o segundo gol, em contra-ataque rápido de Carlinhos Bala pela esquerda (sempre pela esquerda, né?), que errou no último passe.

Aos 35 minutos, em sua primeira jogada, Tartá vai para cima da zaga do Sport e ganha escanteio (que não deu em nada). O jovem atacante entrou com vontade na partida, fazendo do Tricolor uma equipe mais ofensiva.

Aos 39 minutos a chuva apertou, assim como ficou mais intensa a insatisfação da torcida com Fernando Henrique, vaiando o goleireco a cada instante que este aparecia no jogo. Um minuto depois Washington mais uma vez faz o pivô e quase que Dodô se aproveita bem do lance, mas a zaga nordestina se saiu melhor.

Com 42, curzamento na área do Flu, bola alta, lenta, que descaiu no bico da pequena área. Anderson estava lá para cabecear para fora, já que….Ah, na boa, nem vou repetir…Preciso?

Fim do primeiro tempo.

Cuca voltou para o segundo tempo com Carlinhos no lugar de Dodô, partindo para o 4-3-3. O ataque passou a ser Éverton (que estava em campo, mas não fez nada de produtivo) de um lado, Tartá do outro e Washington no meio.

Com 1 minuto do segundo tempo o Flu ganhou um escanteio e Conca resolveu bater bem na bola, coisa que não havia feito até então. A cabeçada de Washington foi boa, mas nas mãos do goleiro rubro-negro. Aos 3 o coracão valente perdeu livre, mas o juiz já marcava falta. Blitz Tricolor, porque dois minutos depois Washington serviu Tartá na ponta, que cruzou e no bate-rebate a bola encontrou Conca batendo forte, mas em cima da zaga.

Aos 9, pecado: Washington recebe excepcional enfiada de bola de Conca e toca na saída do goleiro Magrão…Na trave. Gol que não se pode perder, ainda mais hoje em dia. Logo depois Tartá pedala e solta a bomba, exigindo ótima performance do goleiro do Sport, que já era o melhor em campo.

Com 11 minutos, para não dizer que não tinha entrado em campo, a equipe nordestina se fez presente, com Dutra descendo pelo lado…..da nossa defesa e cruzando preciso, no pé de Carlinhos Bala, que zuniu a bola. Ainda bem.

Eram marcados 14 minutos quando Washington foi até o meio, roubou a bola e tocou redondinha para Éverton, que devolveu forte demais, daquelas jogadas que irritam. Somália entrou em campo logo após este lance, no lugar de Romeu.

Aos 17 Liliput faz falta perigosa, mas necessária, pelo lado direito. Na cobrança, bate rebate e o jogador do Sport pegou de voleio, forte, da meia lua da grande área, para que FH espalmasse mais uma vez (para frente, óbvio, mas seguindo o mesmo estilo de narrativa, não mencionarei este fato). Um minuto depois o Sport atacava pelo meio e nosso golerio sai nos pés do atacante adversário, segurando a bola e saindo rápido para jogar. Assombroso.

Com 22 e 23 minutos Conca tentou duas vezes aquela jogada para Washington fazer o pivô, mas a zaga nordestina estava em cima, não dando chance para o nosso herói.

Faltando 20 minutos para acabar o jogo o Tricolor continuava em cima do Leão, mas com menos ímpeto, mais nervoso no último passe, desperdiçando lances bobos e exagerando do direito de cavar faltas.

Eram decorridos 31 da segunda etapa quando Liliput roubou ótima bola no meio, pegando o Sport saindo para o ataque. O nosso Michelângelo (me refiro à Tartaruga Ninja, obviamente), avançou, avançou e pensou  - Daqui cabe! - …Um peteleco para fora. Constrangedor. O Tricolor continuava a dar sinais preocupantes em campo, cheio de atacantes, muito nervoso, com Tartá e Conca tentando articular jogadas, mas com muitas dificuldades para fazê-lo.

***PAUSA***

Para quem for viúva do Renato, um lembrete: É apenas o terceiro jogo de Cuca.

***PAUSA***

Aos 34 Arouca enfia a bola para Éverton, que cava falta perigosa no bico da grande área, mas não era mesmo dia do nosso argentino cobrar as bolas paradas.

O relógio marcava 38 minutos quando foi marcado penalti para o Fluminense, em lance de bola batendo na mão do zagueiro adversário.

Gol.

De Washington.

Aquele que deve sempre ser reverenciado e que vai produzir ainda mais quando o time tiver qualidade e estiver jogando de forma organizada.

Que tem 12 gols no Campeonato, dos 26 que tem o time inteiro.

O Tricolor se empolgou e foi para cima, com Liliput, aos 41 minutos, cavando ótima falta…Já comentei que hoje era melhor uma lateral, porque bater falta estava mesmo difícil, né? Um minuto depois Tartá fez jogada pela esquerda e tocou para Washington, que matou a bola, girou e chutou forte, mas para fora.

Com o jogo já no fim, o Flu foi todo para cima, na base do abafa.

E não deu em nada.

Abraços,
Mario Vitor

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NOVA ENQUETE

August 22nd, 2008 by Mario Vitor | Posted in Conteúdo | No Comments »

Tem nova enquete disponível.

Abraços,
Mario Vitor

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RESULTADO DA ENQUETE

August 22nd, 2008 by Mario Vitor | Posted in Conteúdo | No Comments »

Qual é o pior jogador do nosso elenco?

Ygor não…É hors concours - 94 votos / 22%

Branco…Mesmo não jogando - 84 votos / 20%

Ygor - 83 votos / 20%

David - 67 votos / 16%

FH não…É hors concours - 45 votos / 11%

Rafael - 30 votos / 7%

FH - 8 votos / 2%

Arouca - 4 votos / 1%

Romeu - 3 votos / 1%

Comentário do blogueiro: Os votos em Ygor eYgor não…É hors concours, nos mostram que a diferença entre os que consideram Ygor tão ruim a ponto de não avaliá-lo e aqueles que o têm como o pior do elenco, está na margem de erro (22% e 20% respectivamente).

Considerando que Branco,David e Rafael não são jogadores, além de que Arouca e Romeu receberam praticamente traços estatísticos (1% cada), a enquete não deixa dúvidas sobre quem é o pior do elenco: FH.

Isto porque entre FH não…É hors concours e FH, a grande maioria decidiu que o goleiro nem merece ser avaliado (11% contra 2%, respectivamente).

Concordo em gênero número e grau, claro.

Abraços,
Mario Vitor

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as.com: Neves puede ser hoy, nuevo jugador atlético

August 22nd, 2008 by Mario Vitor | Posted in Conteúdo | No Comments »

Aqui ao lado, no link do espanhol as, encontra-se a manchete acima.

Não me peçam para traduzir, por favor.

Só espero que o Grupo Sonda confirme a vinda de algum refoço.

E Cléber Santana não é da mesma posição que Thiago Neves, diga-se.

Embora seja um jogador que facilmente vestiria a camisa de titular.

Em tempo: Urrutia no Santos? Branco, numa boa…

Abraços,
Mario Vitor

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FELIZ 2009

August 22nd, 2008 by Thiago Rachid | Posted in Conteúdo | No Comments »

POR THIAGO RACHID

Nosso amigo Mario Vitor já denunciou o fim de 2008 para o Fluminense aqui nesse espaço. Concordamos com ele e, por isso mesmo, desejo a todos um Feliz Ano Novo e indago aos demais amigos: o que deve ser feito em 2009?

Sim, ao Fluminense cabe lutar por todos os títulos que disputar, mas não deveríamos dar prioridade a algumas competições como a Copa do Brasil e a Sul-Americana (caso nos classifiquemos)?

O Tricolor deu uma prova bem razoável esse ano que quer e pode ser um clube internacional. Tem na força de sua torcida um elemento que se mostrou decisivo e incrivelmente poderoso no primeiro semestre de 2008. 

A Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana são fundamentais na busca pela nossa internacionalização. A primeira nos leva a nossa querida e agora íntima Libertadores e a segunda, embora desprezada por muitos, é uma competição internacional e tem seu valor, afinal nunca vencemos uma competição oficial dessa natureza, apenas torneios.

O Campeonato Carioca não é um campeonato que exige muito e, pois, podemos ganhar mesmo sem elege-lo como prioridade. O Brasileirão é, a meu ver, uma realidade muito distante de um clube sucateado e sem a menor condição estrutural de manter uma regularidade num campeonato de oito meses. 

O que deve ser consenso, porém, é que o planejamento para o ano que virá deve começar agora. Com a chegada de Cuca temos, enfim, um treinador sério e organizado. Que comece desde já a busca por reforços para que tenhamos um elenco sem figuras como Ygor, David, Romeu, Maurício, Rafael, Gustavo Nery, etc.

O mercado sul-americano está aí. A Série B sempre revela um ou outro nome. E os grandes atletas também têm seu lugar no Fluminense. Então vamos arregaçar as mangas para 2009.

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RESENHA - TRICOLOR 3 X 1 NÁUTICO

August 21st, 2008 by Mario Vitor | Posted in Conteúdo | No Comments »

O jogo começou com um Fluminense disposto. Muita pegada, muita marcação e o time não pensando duas vezes em ir para cima da equipe da casa. O Náutico estava bastante desfalcado, mas também tinha um reforço de peso: A ausência de Radamés (só o fanfarrão do FH para dizer que era bom o Radamés não jogar, porque “daria trabalho”).

E o Tricolor abriu o marcador logo com 6 minutos. Conca brigou muito e sofreu falta na intermediária. Na cobrança, ele, uma das poucas bolas dentro da Diretoria, em termos de contratações: Washington. O coração valente - com certeza um dos maiores centroavantes do País - bateu por baixo, com maestria, no cantinho. Era um início perfeito.

Mas Liliput, anão do inferno que é, resolveu se inspirar em Dustin Hoffman justamente na hora em que cruzaram a bola no segundo pau. Ficou ali, plantado, inerte, tal qual o autista magistralmente interpretado pelo supracitado astro hollywoodiano em Rain Man, vendo um jogador adversário cabeçear para o meio da área, onde ele, Moon Ha, digo, Kuki, só escorou para as redes.

Em tempo: O jogador em questão, que serviu o eterno centroavante, era o Yao MIng? Alguém da estatura do nosso Washington? Nada disso. Ruy, o cabeção, tão anão quanto, é o nome da fera (Vale lembrar que Deus estava marcando Kuki. E Deus, como tem sido costume, falhou no lance).

Então nem tivemos a chance de ver o Timbu nervoso, se mandando pra cima do Tricolor, possibilitando que se explorassem contra-ataques. A tranquilidade que teríamos, não tivemos mais. E pioramos.

Aos 16 Cuca mexe no time que tinha entrado em campo sem Dodô e com Éverton - ao que tudo indica este jogador será utilizado no Flu à lá Jorge Henrique quando nosso treinador trabalhava em General Severiano -, colocando em campo Carlinhos no lugar de Tartá, que saiu de campo machucado. Neste momento o time da casa tinha mais a posse de bola.

Aos 21 minutos, Liliput consegue dar um passe de chapa, de 4 metros, rasteiro…No pé do adversário. Fui beber um copo d’água porque os stress tomou conta. Fui num pé, voltei no outro e deu para ver…O Náutico com a posse de bola. Ainda.

Aos 31 minutos Romeu vai na bola e o juiz dá falta. Na sequência do lance, Carlinhos demonstra todo seu descontrole ao xingar violentamente alguém da defesa, que não ficou claro quem poderia ser. E o Flu continuou com uma saída de bola ruim, parecendo mais confortável com a perspectiva de sair no contra-ataque. Nada contra, só precisa combinar com FH, para que este páre de bicar a bola para frente.

Com 34 minutos, mais um chutão/lançamento para Washington, que de maneira inteligente cavou uma falta ao lado da grande área. Carlinhos cobra que nem a…..dele.

Aos 36 minutos…RENATA E TALITA ENCOSTAM NO PLACAR!

***PAUSA***

A dupla brasileira não pegou medalha. Fiquei chateado por elas, claro, mas pior mesmo foi ter que ficar sem a imagem do jogo e ouvir o insuportável do Galvão Bueno.

***PAUSA***

Com 40 minutos Carlinhos parou, olhou, chupou o dedão, calculou a velocidade do vento e….Cruzou atrás de Júnior César. Bizarro.

Aos 44 Arouca, o abduzido, fez bem ao chutar de fora da área. Não ofereceu perigo, mas foi uma imagem diferente, só para variar.

Aos 45 Ruy, o cabeção, trisca de nuca uma alçada de bola na área, mas FH estava atento e conseguiu abafar o lance.

Aos 47 Conca teve falta para cobrar…Mas não deu em nada.

Fim da primeira etapa.

Começou o segundo tempo sem alterações nas duas equipes. E sem alteração no futebol de Arouca, errando passe logo aos 56 segundos. Tá batendo um bolão esse Arouca, que aos 3 minutos mais uma vez me chamou atenção: Faz uma falta feia em Ruy, o….Enfim, o Ruy. No meu governo seria caso de cartão.

Eram 4 minutos quando um lance tosco surge na tela, envolvendo Romeu e sei lá eu quem. Não entendi o lance, então não vou tentar explicar, mas quase que o nosso valoroso cabeça de área, votadíssimo na enquete ao lado, desloca uma meia dúzia de vértebras.

Conca deu o ar da graça aos 6 minutos, chutando de fora da área. Chute fraco, diga-se, mas ainda mais preferível do que os passes laterais e/ou errados que a todo momento surgiam. Um minuto depois Arouca serviu Liliput, que fez a sua jogada ensaiada de sempre: Cruzou no OITAVO PAU…Eis que Carlinhos, de costas para a área, girou e cruzou uma bola que ia certinha na cabeça de Washington, se Éverton não raspasse a cabeça nela antes.

Aos 10 minutos Arouca foi lançado por Conca, dentro da área e resolveu esperar a bola quicar do jeito certo. Sorte que o zagueiro do Náutico foi ainda mais atrapalhado e cedeu escanteio. Na cobrança a bola parou, de novo, nos pés de Arouca, na entrada da grande área. Esperto, o pseudo-craque resolveu abrir a bola, para não pegar ninguém saindo da área em impedimento…Pena que foi um passe forte demais, pela lateral, fazendo com que Washington não fosse capaz de evitar sua saída (Vendam logo o Arouca, enquanto ainda “tem mercado”, suplico).

E com 14 minutos, meu amigo…Ticão, de quem nunca ouvi falar, deixou Luiz Alberto sentado de bunda no chão, ficando na frente de Fernando Henrique, que, desta vez, só para variar um pouco, saiu bem do gol, fechou o ângulo e evitou o pior. No contra-ataque Éverton e Washington tabelaram, até que o centroavantaço-aço-aço, esticou a bola na medida para o chute forte do recém chegado atacante, obrigando o goleiro do Náutico a espalmar pela linha de fundo.

Escanteio cobrado e…Como posso chamar esse cara? Divino? Farol de Alexandria? Monolito Milagroso? Tótem Tricolor? Depois penso nisso, mas fato é que ele, infinitamente melhor do que qualquer um dos últimos dez centroavantes que vestiram nosso manto, escorou no canto, consciente, fazendo seu segundo gol na partida, o décimo no campeonato, vigésimo quinto no ano. Gigante.

Washington ainda sofreu pênalti claro aos 22 minutos do segundo tempo, não marcado pelo juiz.

Aos 23, momento Cirque du Soleil: Bola EM CIMA de FH, daquelas que Rogério Ceni e Marcos simplesmente defenderiam sem nenhum espalhafato, mas, ora bolas, não estamos falando nem de Ceni e nem de Marcos, se é que vocês me entendem.

Eis que o repórter de beira de campo avisa, aos 27 minutos, o jogador que entraria em seguida: Ygor. Tremi, óbvio, e me lembrei de um ditado que me disseram certa vez: “Copo de geléia você joga fora, porque senão, algum dia acaba usando”.

Foi quando Gravatinha entrou em ação. Acreditem, Conca sairia do time para a entrada do autêntico ovo de Alien deixado nas Laranjeiras por Renato, mas Éverton, provavalmente sem querer, sacrificou-se pela nação Tricolor e pediu para ser substituído.

Ainda assim Conca cedeu seu lugar para Maicon, dois minutos depois.

Com 32 minutos fiquei preocupado: O Flu recuado e o Náutico indo para cima. Precisava de um terceiro gol para me acalmar. Ou isso, ou sofrer que nem um cão até o fim da partida.

Sofre…

Sofre…

Sofre…

Aos 39 e meio, escanteio para o Timbu. Washington, que merece um daqueles quadros de funcionário do mês, afasta o perigo. Bola recolhida por Liliput, que arranca até a área do outro lado do campo, sofrendo falta perigosa. Boa jogada do anão.

Quem cobrou a falta?

Colosso?

Zeus?

César?

Dalai Lama?

Washington simplesmente matou a pau, colocando a bola na gaveta.

Golaço.

Parei de escrever ali.

E hoje, eu torço, muito, para a Portuguesa.

Abraços,
Mario Vitor

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